Segurança no Peru (no ponto de vista de duas mochileiras)

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Recentemente eu e minha amiga colocamos a mochila nas costas e ficamos 12 dias no Peru, um pais de cultura andina. A primeira coisa que nos alertaram foi sobre a nossa segurança no Peru, pois estaria praticamente escrito em nossas testas que eramos turistas. 

Eu sempre fui meio medrosa e isso piorou principalmente quando eu fui assaltada a mão armada na minha cidade. Depois desse fato, minha atenção é dobrada, eu olho para todos os lados e desconfio de qualquer pessoa que passa por mim. Chego a ser chata com isso. Mas então tá, se falaram que era perigoso, na minha cabeça eu só iria andar de táxi e ponto final.

Não sei, acho que por sermos duas jovens, com a mochila nas costas, num país diferente, pode passar fragilidade para certas pessoas. Moramos em cidades consideradas perigosas, então temos noção do que é perigoso e o que não é. Mas a reação de algumas pessoas eram “Nossa que corajosas”.

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A caminho da Laguna 69

Sai do Brasil sem saber o que esperar, um amigo meu tinha comentado várias vezes que foi assaltado em frente ao hostel que ficou em Lima. Meus pais foram e também me alertaram para cuidar principalmente durante a noite. E outras pessoas também comentaram sobre o assunto quando falei que iria eu e minha outra amiga para o Peru.

Mas lá fomos nós, firme, forte e felizes (principalmente).

Lima

O aeroporto de Lima fica a uns 40 minutos da parte turística da cidade, e até chegar lá, vi várias coisas pelo táxi. Pobreza, ruas estreitas, sujeira… uma paisagem visualmente caótica. Na sinaleira, notei que as pessoas olhavam para a gente mesmo dentro do táxi (não tinha película).

Aí chegamos no bairro de Miraflores e as coisas começaram a mudar. Cenários mais organizados, casas modernas, prédios novos, policiais nas ruas e várias pessoas estrangeiras circulando. Fiquei mais tranquila. Logo no hostel perguntei se era tranquilo andar a pé por ali e a atendente falou que sim, com certeza! No bairro de Miraflores era muito seguro e sempre teria policiais atentos. E foi bem assim mesmo, nenhum momento fiquei com medo de circular pelo bairro.

Um dia inventamos de ir conhecer o centro de Lima e pedimos informação para um policial. Na mesma hora ele disse para não irmos sozinhas. Avisou que lá não tinha tanto policiamento como em Miraflores e que tinha muitos bandidinhos, daqueles que furtam, saem correndo e tu nunca mais encontra eles. Aí chamamos um amigo para ir com a gente, uma presença masculina deu bem mais segurança para nós.

Sobre o centro de Lima, realmente, era bem movimentado. Se alguém me roubasse algo e saísse correndo eu nunca mais acharia. Cuidei da minha bolsa o tempo todo e evitei pegar o celular. A presença do nosso amigo fez toda a diferença ali.

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Tour Glaciar Pastoruri

Aconteceu uma coisa muito louca com a gente em Lima, hoje eu acho massa mas no dia foi adrenalina pura. Nosso amigo esqueceu o Iphone dele no banco de um Táxi, aí entramos num hostel para rastrear o celular pelo site da Apple e a gente via o celular dele se mexendo, ou seja, estava no táxi ainda. A Marina ficou no hostel dando as coordenadas pelo meu celular e eu e ele pegamos um táxi e fomos seguir o outro taxista. Resumindo, esse outro taxista estava num lugar sinistro da cidade, era tipo uma favela, eu estava morrendo de medo, hahaha. Quase deu briga, porque o cara achou que chamamos ele de ladrão e tal. Enfim… foi massa! Andamos quase uma hora e meia de táxi nessa história toda e conhecemos o lado obscuro de Lima.

Huaraz

Na cidade de Huaraz a quantidade de turistas é beeeeeem menor que em Lima e Cusco. Senti que a cidade não se adequou para receber turistas, fomos nós que tivemos que nos adequar a ela. Mas isso é legal, dá para viver exatamente a cultura do país em cidades como essa.

No começo eu fiquei com um pouco de medo, até porque a gente tinha que andar umas três quadras para chegar até no centro da cidade para almoçar/lanchar/jantar. Mas era mais um medo meu (de uma brasileira que vive numa cidade perigosa) do que da própria cidade de Huaraz.

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Machu Picchu

Cusco

Diferente de Lima que eu via vários peruanos circularem, em Cusco eu só via estrangeiros. E sério, não dá para ter medo de estrangeiro, hahaha. Em Lima eu esbarrava em alguém e dizia “perdón” porque com certeza era peruano, já em Cusco eu dizia “sorry” porque sei lá que nacionalidade poderia ser a pessoa.

Mesmo assim, resolvi perguntar sobre a segurança em Cusco para o brasileiro dono da agência de viagem que nos levou para Águas Calientes. Brasileiros se entendem, ele sabia o medo que eu sentia por morar no Brasil e me disse sem nem pensar: “Angela, pode andar a vontade! Cuidado é bom em qualquer lugar, claro, mas a área que estamos é só turistas e raramente tem casos de roubos”.

Talvez se você for sair para as baladas a noite, vai esbarrar com bêbados e drogados, mas se eu que sou bem medrosa não fiquei com medo, imagino que você não terá medo também. Foi tudo bem tranquilo!!

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Viramos atração entre estudantes peruanas

Resumindo…

Não vi nada que eu não queria, andei a pé todas as noites e só usei táxi quando a distância era grande mesmo. Pode ter sido sorte? Até pode, mas os peruanos me deixaram bem tranquila no quesito segurança.

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até a próxima

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